Canabidiol brasileiro, que chega às farmácias: desenvolvido na universidade de são paulo, Só Boas Notícias

Imagem: Luana Franzão / Jornal da USPFoto: Sandra Franzão / revista da universidade de são paulo

Boas notícias para o tratamento da epilepsia, esclerose múltipla, doença de Parkinson, esquizofrenia, ansiedade, fobias sociais, e muitos outros distúrbios mentais e emocionais. Chegou às farmácias brasileiras o primeiro estado a conta de canabidiol, desenvolvido no país.

O medicamento, que é o resultado da colaboração entre a indústria farmacêutica e dos cientistas na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo (USP).

Fabricado em laboratório prati-Donaduzzi, no estado do Paraná, o produto foi liberado para a comercialização através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no dia 22 de abril. Os primeiros lotes que serão entregues ao mercado, muito perto do Dia das Mães, dia 10 de maio, segundo informou o Jornal da universidade de são paulo.

“Ver aquela medicação, com a possibilidade de aplicativos tão grande que chega à farmácia e é que, na realidade, é uma satisfação muito grande”, comemora o pesquisador Alexandre Crippa, professor de Psiquiatria e diretor do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da FMRP.

O canabidiol (CBD), é uma das substâncias presentes na maconha, chamados de canabinoides que atuam sobre o sistema nervoso central e, sobretudo, no desenvolvimento do cérebro.

A medicina

O produto brasileiro, que se trata de uma mistura de óleo de milho com o distrito financeiro e puro, extraído da planta de cannabis importado da Europa, porque o que semeia para que em Portugal se segue é proibido, mesmo para fins terapêuticos.

A fórmula desenvolvida e patenteada por parte de cientistas da universidade de são paulo, em parceria com a empresa, que está isento do pagamento de tetrahidrocanabinol (THC), substância que dá para os preços da maconha, à medida que a planta é fumada.

O Fármaco

O canabidiol brasileiro, que tem sido apontado como um fitofármaco – drogas de origem vegetal, sem indicação clínica, pré-definida. Ao contrário da medicina Mevatyl (ou o Sativex) — um canabidiol no mercado nacional, até o momento, produzido pela britânica GW Pharma), que tem uma indicação específica para o tratamento da espasticidade (contrações musculares involuntárias) em relação com a esclerose múltipla.

Isto quer dizer que o canabidiol, da universidade de são paulo pode ser o indicado para qualquer tipo de situação em que o medicamento seja considerado como potencialmente benéfica para o paciente.

“A indicação fica a critério do médico”, diz Antonio Zuardi, de 73 anos de idade, professor titular de Psiquiatria da FMRP, e um dos pioneiros da investigação que decorrem da maconha no Brasil e em todo o mundo.

“É uma responsabilidade por parte do médico, que é compartilhado com o paciente e seus familiares, que não tem condições de decidir por si só”, explica Jaime Hallak, professor titular do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da FMRP, em que também participou no desenvolvimento do produto.

As vendas

Mas não adianta procurar nas estantes.

Compra e venda de canabildiol só pode ser feita com receita médica, da classe ” B ” (de cor azul), a numeração de controle, assim como já acontece com os tranqüilizantes, antidepressivos e outras substâncias psicoativas, que atuam sobre o sistema nervoso central.

A Epilepsia

Com a mesma fórmula adotada como fitofármaco que é utilizado em ensaios clínicos de fase três, com 110 crianças, para testar a eficácia do distrito financeiro, o tratamento dos casos graves de epilepsia refratária que não responde aos tratamentos disponíveis.

Alguns destes meninos, de acordo Zuardi, chegam a ter mais de 500 ataques por mês. Trata-Se de um estudo randomizado e duplo-cego, que o que se vai comparar os resultados de crianças tratadas com a CDB, em comparação com placebo, em qualquer dos casos, sem que se deixe de aplicar o tratamento padrão, com os medicamentos convencionais. Os resultados estão à espera de que o ano que vem.

Além disso, os pesquisadores estão trabalhando no desenvolvimento de diferentes moléculas sintéticas semelhantes às de um CDB, que se poderiam produzir novos medicamentos, sem a necessidade de usar a planta da maconha.

Com informações da JornalDaUSP

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